Para você saber....

Meu nome é saphira, moro no brasil SC, e sou blogueira a mais de 3 anos, curto sim jrock mais não discrimino nenhum estilo musical.
Aqui eu procuro mostrar um pouquinho de tudo que gosto e respeito.
Espero que gostem.....


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

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O que é a bulimia?
É o transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de "orgias alimentares", no qual o paciente come num curto espaço de tempo grande quantidade de alimento como se estivesse com muita fome. O paciente perde o controle sobre si mesmo e depois tenta vomitar e/ou evacuar o que comeu, através de artifícios como medicações, com a finalidade de não ganhar peso.
























Generalidades

Existe uma tendência popular em achar que a bulimia é o contrário da anorexia. A rigor o contrário da anorexia seria o paciente achar que está muito magro e precisa engordar, vai ganhando peso, tornando-se obeso e continua a julgar-se magro e continua comendo. Isso seria o oposto da anorexia, mas tal quadro psiquiátrico não existe. Na bulimia o paciente não quer engordar, mas não consegue conter o impulso para comer por mais do que alguns dias. O paciente com bulimia tipicamente não é obeso porque usa recursos extremos para eliminar o excesso ingerido. Enquanto a comunidade psiquiátrica mundial não reconhecer o binge como uma patologia à parte seremos obrigados a admitir que há 2 tipos de pacientes com bulimia: os que tentam eliminar o excesso ingerido por vômitos ou laxantes e os pacientes bulímicos que não fazem isso e acabam engordando, esse segundo tipo pode vir a constituir num outro transtorno alimentar, o Binge. Os pacientes com bulimia geralmente apresentam 2 a 3 episódios por semana, o que não significa que no resto do tempo esteja bem. Na verdade esses episódios só não são diários ou mesmo mais de uma vez ao dia porque o paciente está constantemente lutando contra eles. Esses pacientes pensam em comer o tempo todo. A média de fracassos na tentativa de conter o impulso são duas vezes por semana.


























Como é o bulímico?
Basicamente é um paciente com vergonha de seu problema, com sentimento de inferioridade e auto-estima baixa. O paciente reconhece o absurdo de seu comportamento, mas por não conseguir controlá-lo sente-se inferiorizado, incapaz de conter a si mesmo, por isso vê a si como uma pessoa desprezível. Procura esconder dos outros seus problemas para não o desprezarem também. Quando existe um bom motivo como ganhar muito dinheiro o paciente pode até sujeitar-se a expor seu problema, como vimos no programa Big Brother primeira edição de 2002 na TV Globo. Os pacientes bulímicos geralmente estão dentro do seu peso ou um pouco acima. Tentativas de dieta estão sempre sendo realizadas. Tentativas de adaptar os afazeres e compromissos rotineiros com os episódios de ingestão e auto-indução de vômito tornam seu estilo de vida bizarro, pois os episódios devem ser feitos às escondidas, mesmo das pessoas íntimas. Uma alternativa para a manutenção de seu problema escondido é a opção pelo isolamento e distanciamento social, que por sua vez gera outros problemas. Assim como a anorexia a Bumilia geralmente ocorre no adolescente, predominantemente nas mulheres. Os assuntos das conversas preferidos são relacionados a técnicas de emagrecimento. É comum o comportamento de esconder alimentos para futuros episódios. É interessante notar que a bulimia não constitui uma completa perda do controle. O paciente consegue planejar seus episódios, esperar para ficar sozinho e guardar alimentos, por exemplo. Essa incapacidade parcial é intrigante para os leigos. Muitas vezes os maridos das pacientes julgam que a paciente faz tudo porque quer e critica a esposa aumentando sua culpa. Essa atitude deve ser evitada, pois além de não ajudar, atrapalha diminuindo ainda mais a auto-estima da paciente que sucumbe aos esforços por tratar-se. A bulimia muitas vezes sucede aos episódios de anorexia.


























Tratamento

Os antidepressivos tricíclicos já foram testados e apresentaram respostas parciais, ou seja, os pacientes melhoram, mas não se recuperam completamente. Carbamazepina e lítio também foram testados com uma resposta ainda mais fraca. Os antidepressivos IMAO também apresentam uma melhora similar a dos tricíclicos, porém melhor tolerado pelos pacientes por terem menos efeitos colaterais. Mais recentemente os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina vêem sendo estudados com boas respostas, mas não muito superiores às dos tricíclicos. Os estimulantes por inibirem o apetite também apresentaram bons resultados, mas há poucos estudos a respeito para se embasar uma conduta terapêutica. Muitos pacientes só com psicoterapias apresentam remissão completa. Não há uma abordagem especialmente recomendada. Pode-se indicar a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental, terapias de grupo, grupos de auto-ajuda, psicoterapias individuais.




















Problemas Clínicos
Os repetidos episódios de auto-indução do vômito geram problemas noutros sistemas do corpo. Ao se vomitar não se perde apenas o que se comeu, mas os sucos digestivos também. Isso pode acarretar desequilíbrio no balanço dos eletrólitos no sangue, afetando o coração, por exemplo, que precisa de um nível adequando dessas substâncias para ter seu sistema de condução elétrica funcionante. As repetidas passagem do conteúdo gástrico (que é muito ácido) pelo esôfago acabam por ferí-lo podendo provocar sangramentos. Casos extremos de rompimento do estômago devido ao excesso ingerido com muita rapidez já foram descritos várias vezes. O intestino grosso pode sofrer conseqüências pelo uso repetido de laxantes como constipação crônica, hemorróidas, mal estar abdominal ou dores.






Chorei. porque eu sei como é.
Existem vários tipos de blog, blogs que falam de música, de cinema, de comida, de moda, de poesias e blogs que falam de tudo isso junto, existem também blogs que falam da vida particular, do dia-a-dia, das angústias, estes particularmente me atraem e foi lendo um desses blogs que conheci uma garota, cujo nome não sei, mas que muito me impressionou por sua triste história. Na verdade é só mais uma história entre milhares, talvez milhões.Uma adolescente que a princípio queria perder 2 kilos, depois mais 2, depois mais 2 e quando viu (na verdade elas nunca vêem) já não conseguia mais parar, estava obcecada, e o pior, não conseguia ver que aquilo tudo não era algo normal, não era uma amiga (Ana), era uma doença. ANOREXIA.Chorei. Chorei, porque fiquei triste por ela. Chorei porque senti pena. Chorei porque senti raiva. Chorei porque sei o que é comer e se torturar por isso. Chorei porque sei como é chorar ajoelhada diante do vaso sanitário. Chorei por compaixão.Lendo as postagens daquela garota, inúmeras coisas passaram pela minha mente. Fiquei revoltada porque ela é só mais uma vítima da ditadura da magreza. Fiquei aliviada ao ver que poderia ser eu ali.Transtornos alimentares como anorexia e bulimia são doenças que começam com uma ideia que surge quando você abre uma revista Vogue e se depara com uma modelo ‘linda’ e magra, ou quando assiste a uma edição da SPFW e vê que suas pernas não são tão finas pra usar aquele short. Ideias assim surgem todos os dias nas cabeças de inúmeras garotas que como eu acabam se deixando levar e tentando adotar um padrão que não lhes pertence. Sonhando com um universo que não existe.Entre lágrimas senti, talvez, o mais forte de todos os sentimentos: Gratidão. Gratidão à Deus que me fez perfeita e àqueles que quebraram o espelho que distorcia meu corpo e rasgaram as revistas que distorciam a minha mente e me ajudaram a enxergar que Deus é perfeito, em mim mesma.Não sei o que aconteceu com ela, não voltei ao blog pra saber, sei que palavras não a farão mais mudar. O estágio que ela atingiu é delicado, mas eu torço pra que ela não seja mais uma vida perdida, porque eu sei como é chorar ajoelhada diante do vaso sanitário.Existem canções, filmes e fotos que retratam essa realidade, pra quem estiver interessado, aqui vão algumas sugestões:- Em 1999, o vocalista da banda de rock Silverchair, Daniel Johns, escreveu uma música Ana’s Song, contando sua própria experiência e luta contra a anorexia. A sonoridade da música é linda e melancólica. Vale a pena ouvir e ver o clipe que ilustra bem a doença.- Cyberbulliying, Garota fora do jogo, esse filme não traz como tema a anorexia ou bulimia e sim o bullying, mas em algum momento mostra o quanto uma opinião pode nos matar, ao ter seu corpo criticado, a garota decide parar de comer para ser magra.- Há outros filmes como, When friendship kills (Quando a amizade mata).- Duas músicas que particularmente gosto: Beautiful, Christina Aguilera, fala da importância de sermos bonitos pra nós e não para os outros.Beautiful Disaster, do John McLaughlin, que conta como muitas garotas abrem mão de si mesmas para ’se encaixarem’. O vídeo dessa música é super bonito, vale a pena assistir. Alguns trechos que eu gosto na música:Ela jura que não há diferença nenhuma entre mentiras e elogiosÉ tudo a mesma coisa se alguém a deixaEla mudaria tudo, tudo, apenas pergunte para elaPresa entre o belo desastreTentando agir tão artificialmenteCom medo de ver que ela perdeu sua direçãoEla nunca é a mesma por muito tempoAssumindo que ela irá começar erradoPerfeita somente na sua imperfeiçãoEla é apenas do seu jeitoMas ninguém falou para ela que assim esta bomEla precisa apenas de alguém que a leve para casa.

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