Para você saber....

Meu nome é saphira, moro no brasil SC, e sou blogueira a mais de 3 anos, curto sim jrock mais não discrimino nenhum estilo musical.
Aqui eu procuro mostrar um pouquinho de tudo que gosto e respeito.
Espero que gostem.....


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Istavan Sandorfi

Biografia:
Istavan Sandorfi nasceu em 12 de junho de 1948 em Budapeste, Hungria, e morreu por causa de uma doença rápida em 26 de dezembro de 2007, sendo sepultado (segundo sua vontade) em Budapeste.
Istivan sandorfi é um dos melhores e maiores artista da pintura de hoje, usando técnicas como realismo fotográfico e o hiper-realismo conquistar milhares de fãs, e colecionadores que se renderam por suas arte.
Suas obras eram criadas a base de óleo, tendo um estilo impressionista (Hiper-realismo). O resultado de sua obra é tão realista que aparenta tem sido feito a partir de manipulação digital. Um dos hábitos desse artista que marcou muito é o fato dele “não acabar” os quadros, deixando um ar de quero mais.
Uma vez que a obra incompleta se torna perfeita nas mãos de um artista, mestre da pintura e da perfeição.

Vida:
Em 1950 seu pai que trabalhava em uma empresa americana foi ledo pra cadeia, por cinco anos, sendo liberado só poucos dias antes da revolução de 1956.
Em 1956 sua família deixou a Hungria para ir a Austrália, mais tarde foram para Alemanha e só em 1958 para frança.
Quando tinha 8 anos sadorfi começou a desenhar e aos 12 a pintar com tinta a óleo.
Recebeu seu diploma na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts em Paris e estudou também na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs.
Ele teve duas filhas Eva e Ange.
Em 26 de dezembro de 2007 ele faleceu, devido a uma doença rápida, sendo sepultado em Budapeste.

Entrevista (não encontrei a data dessa entrevista no site)

Burburinho - Até que ponto o seu trabalho teve influência do surrealismo?
Istvan - As influências mais fortes são as influências inconscientes. Demoram mais a ser digeridas. É por isso que pinto em isolamento, me afastando de qualquer referência cultural. O surrealismo é um movimento essencialmente poético. Pretende implicitamente conhecer o real para se propor a ultrapassá-lo, o que é uma mentira elegante. Se eu incluo nos meus quadros alguns elementos de ilusão, é por causa do realismo e não por adesão ao surrealismo. A idéia é incitar uma reação crítica em vez da percepção visual, que alimente uma confusão entre o objeto e a realidade efetiva. As pessoas levam ao pé da letra o que a visão apreende, sem considerar os mecanismos subjetivos da percepção. Tento então sugerir, com a ingenuidade dos meus meios, que o materialismo não responde somente a uma utopia mas é também passível de ilusão.

Burburinho - Que artistas você admira e quais você considera como influências?
Istvan - Respeito todos os artistas sinceros e desprezo as pretensões de todos que associam seu talento às cobotinagens culturais efêmeras. Um artista autêntico tem o corpo de um artesão e a mente de um filósofo. Ele nunca se considera um artista, e vê sua "arte" como uma reação íntima a acontecimentos que nada têm de artísticos. Não existe arte sem execução, por isso é a obra que admiramos, não o artista. Você pode medir a fragilidade de um artista pelos desvios no seu trabalho. Aquele que se protege das tentações de apropriações estéticas ou intelectuais prova pela sua constância que não é influenciável. Você quer que as suas convicções pessoais sejam induzidas pelos outros?

Burburinho - De onde saem as idéias para os seus quadros?
Istvan - Do mundo como eu o vejo. O tema implícito nos quadros é sempre o mesmo: um sentimento constante e idêntico que tento transmitir a quem quiser e for receptivo. Só os "pretextos", que são os modelos ou os elementos, mudam com cada tela.

Burburinho - Você pinta a partir de modelos vivos ou de fotografia?
Istvan - Faço dezenas de fotos de cada modelo ou das naturezas mortas, sempre com a mesma iluminação, perto da mesma janela, o que me permite fazer combinações diversas na composição dos quadros. Tenho então milhares de diapositivos que projeto numa tela translúcida a alguns metros do quadro e observo como se fosse um modelo vivo. Posso também pintar de dia ou de noite sem depender da iluminação, em solidão total e sem incomodar ninguém.

Burburinho - Por que os panos? Eles têm algum significado especial ou você simplesmente gosta de pintar panos?
Istvan - Por que os panos? Talvez porque algumas das minhas modelos são pudicas. E também porque pintar panos exige um exercício técnico que me permite experimentar indefinidamente, porque para progredir eu me convenço que não sei pintar. Os panos são uma vestimenta atemporal que substrai a modelo de qualquer contexto preciso e me permite escapar da anedota da representação. Mas a escolha de modelo, objetos ou acessórios não tem significado simbólico consciente. É na atmosfera geral do quadro que reside o significado implícito.

Burburinho - Ser húngaro tem alguma influência na sua arte ou você se sente francês?
Istvan - Ser húngaro não é um fator de influência: não podemos ser influenciados pela própria origem, porque não estávamos lá. Mas minha infância na Hungria foi impregnada pela opressão comunista e pela insurreição de 1956. Esses acontecimentos tiveram um impacto relevante em mim. Nunca tive confiança na autoridade dos "adultos" e sua pretensão de querer administrar o destino dos seus semelhantes. Sempre me senti húngaro, talvez ainda mais por não morar na Hungria. Se não volto para lá, é por receio de me decepcionar.

Burburinho - Você acha que a arte pode mudar o mundo ou que é somente uma forma de tornar nossas vidas mais agradáveis?
Istvan - A arte não está destinada a provocar mudanças, mas a perpetuar a consciência humana. O mundo muda sozinho, na continuidade da sua evolução fatal e na sua lógica absurda. Sempre há quem queira mudar o mundo, prolongando a ilusão. Acredito na fraternidade mas não na sociedade, e nem mesmo na civilização, que sob o manto de um progresso técnico escraviza a utopia com uma servidão generalizada. Quanto mais progride a sociedade, mais regride a consciência individual. A arte só é uma distração para os que não se fazem receptivos à sua necessidade. Os animais, por exemplo, ignoram a arte, pois suas preocupações são essencialmente práticas e pragmáticas, limitadas às exigências da sobrevivência. O valor da arte reside na sua aprente inutilidade, por não ser um fator de sobrevivência mas um reflexo da vida, em seu poderio original. A arte tem sua origem na meditação e busca seus recursos na instrospecção. Uma criança, por exemplo, faz seus primeiros rabiscos quando começa a refletir, a querer dar corpo ao seu pensamento, e as primeiras figurações pré-históricas marcam o nascimento da consciência da condição humana. A figuração é indissociável da reflexão, que ela acompanha e sustenta. A arte é portanto um meio destinado a permitir a conquista do subconsciente, onde residem escondidas todas as verdades das quais somos o resultado. E enquanto o homem se preocupar com seu subconsciente estará preservando uma dignidade que o impede de ser um autômato servil ou um animal.

Algumas exposições:

• 2002 - Palm Beach Arte, Galeria Kahan Jane
• 2006 , Erdesz-Maklári - Galeria Budapeste
• 2007 - Um színeváltozása teste. Életműkiállítás, MODEM, Debrecen - Los Angeles Art Show, Galeria Kahan Jane
• 2008 - World Fine Art Fair de Moscou, Galeria Kahan Jane
• 2008 - Arte e Design Haughton Feira de Nova Iorque, Galeria Kahan Jane
• 2009 , 2010 - Mostra de Arte de Los Angeles, Jane Galeria Kahan
• 2010 , 2011 - Haughton Art de Londres Antiguidades, Galeria Kahan Jane
2010 - Fina Internacional de Arte & Haughton Concessionárias Antiques Show, Galeria Kahan Jane

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